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A triste geração que virou escrava da própria carreira

15 set

Por Revista Pazes – maio 20,2016, Por RUTH MANUS

“E a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.”

Bjs

Nanda

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Os adolescentes surpreendem

9 ago

Costumamos fazer comparações entre os adolescentes de hoje e aqueles que fomos um dia e sempre achamos que éramos melhores. Mas, não podemos esquecer das individualidades de cada um e da grande evolução do mundo.

Somos (eu sou) de uma geração pós ditadura, onde a rebeldia fazia parte do ser e crescer de cada um. As transgressões às leis faziam parte de um estilo de vida que não combina mais com a atualidade.

Tínhamos pouco acesso ao conhecimento já que eram poucos os canais de comunicação. E essa é a grande diferença aos jovens de hoje. Eles possuem a informação ao alcance das mãos em menos de segundos. Só não procura saber quem não quer.

A informação está tão à mostra que nos surpreendemos com o conteúdo das apresentações que, jovens e crianças preparam na escola. Eles possuem muito mais discernimento do que tínhamos em idades semelhantes. 

Possuem ferramentas para amadurecerem, crescerem e vencerem na vida. Mas, cadê a vontade para fazer um futuro brilhante? Falta a iniciativa para saírem das asas dos pais.

De qualquer forma, é sempre bom nos depararmos com boas surpresas que eles podem nos proporcionar.

Bjs

Nanda

Gerações

2 maio

Muito engraçado como nos dividiram em gerações, ou seja, o espaço de tempo entre os descendentes. Na média, 25 anos é o período que separa uma geração de outra. E, desde o século XX, muita coisa mudou a cada geração.

Os Baby boomers, nascidos no pós guerra até meados dos anos sessenta são workaholics devido à necessidade de desenvolvimento e reconstrução dos países e conformam-se com a hierarquia.

A Geração X, composta pelos nascidos na sua maioria, durante os anos setenta e início dos anos oitenta, da qual eu faço parte, são individualistas e buscam equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Acreditam que o dinheiro é para gastar.

A Geração Y é composta por aqueles nascidos no fim de século XX e é também conhecida como geração internética pois viram o nascimento da rede “World Wide Web”.

Por fim, a Geração Z é composta por aqueles nascidos no século XXI e cheios de energia. São jovens cheios de ideias de transformação já que são totalmente conectados com a tecnologia. Tem a alta estima elevada devido ao grande número de elogios que receberam quando crianças e são completamente impacientes.

A que geração vocês fazem parte???

Bjs

Nanda

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